quinta-feira, 5 de junho de 2008

Partilha de conhecimento

Já vai longo o tempo desde o meu último post neste blog, mas a elevada qualidade que tem vindo a tomar levava-me apenas a ficar recatado a espera do próximo texto, mas não posso deixar de partilhar a descoberta que eu fiz hoje... Não sei até que ponto isto é bem uma descoberta, se é mais uma confirmação de uma ideia, de qualquer das formas cá vai...
Como é de conhecimento geral eu sou mais um belo estagiário do nosso jardim a beira mar plantado (e se não é de conhecimento geral, aviso que estão muito atrasados nos acontecimentos da minha vida, ponham-se a par!!) e como belo estagiário que sou, há certo e determinado trabalho que só a mim compete, principalmente por estar num departamento de informática. E o que foi desta vez? Colocar no sitio uma tecla que tinha "saltado" dum teclado!! Parece simples e tal, mas eu não estava a dar com aquilo, e o empregado do laboratório cuja tecla "saltou" não era grande ajuda, se calhar por trabalhar num laboratório onde diariamente se analisa somente, vinho. Então que pensei eu? O Tio Google saberá isto? Pois é, o Tio Google sabe!! E estou definitivamente convencido que o Tio Google sabe mesmo TUDO. Só é preciso saber como lhe perguntar. Então:








Estou prestes a ter um doutoramento em "pesquisa Google", por isso quem precisar da minha colaboração encontro me disponível a fazer pesquisa e acordar preços.

Próximo post: "Como desencravar uma folha da impressora"

E o porquê de eu nunca fazer nada

Chamam-me menina mimada, preguiçosa ou comodista. Dizem ou pensam, "Porque nunca fazes nada", "Porque te aparece tudo feito", "Porque já tens idade para trabalhar em casa!", "Porque os papás te fazem tudo"... Ora pois, isso até é assim como que, digamos, portanto, verdade. Mas eis que quando me digno a fazer qualquer coisa, e com qualquer coisa entenda-se "pôr a mesa para o jantar", das duas, uma: ou o meu pai se mete comigo, me pica em tom de gozo "Foi a minha filha quem pôs a mesa...", porque eu dobro os guardanapos como só eu dobro os guardanapos; ou vou ter ao hospital.



E, 'tá bem que chateia ir para o hospital com um lanho na mão, que mais parecia (em aspecto e não em tamanho), com um naco de peru a ser golpeado no talho -e eu só tenho pena de não ter tido sangue frio para lhe tirar uma foto, que coisas daquelas não se vêem todos os dias (e eu espero não ver mais, pelo menos em mim), e era bem giro!-, mas agora vou contar para as estatísticas parvas que vêm ao de cima nos balanços de fim de ano, da percentagem de acidentes domésticos que houveram no país, em 2008, ocupando Portugal a enésima posição face aos restantes países da Europa, e eu feita número, lá metida p'ó meio, porque sou trepa.
Além disso fui atendida por uma médica Espanhola (deve ter vindo numa promoção da gasolina, "Abasteça a frota de veículos de emergência médica na Galiza, e leve totalmente grátis, sem sorteios e isento de quaisquer encargos adicionais, uma cirurgiã") que, e se eu já sou apelidada de "exagerada" vezes se conta, não sei o que chamarão à Sra. Dra., me entrapou toda por um cortezito do tamanho dum dente de alho, que ainda por cima está na zona dos nós onde se contam os dias dos meses e dos quais eu não sei o nome, zona essa que quase ficava à mostra.

Mas como "quem sai aos seus não degenera", a senhora tem pois desculpa, porque aquando da triagem, e depois do enfermeiro me perguntar se eu tinha dores, eu ter dito que não, apareceu-me na ficha um 3 na alínea "escala de dor"... Sem comentários...
De mais a mais, qualquer tarefa é para mim uma vitória, dado que despir uma camisola, vestir um casaco, ou comer uma banana, são agora empreitadas que ganharam dimensão de odisseia. (É que não consigo mexer os dedinhos à conta da escala de dor, e há posições em que o naco de peru me faz lembrar da sua existência). Mas não me queixo. Tenho desculpa para nunca mais fazer nada :D

quarta-feira, 4 de junho de 2008

O sustentável peso

Fossem os sentidos atabalhoados e indiscerníveis, que ainda assim nunca nos faltaria a percepção.
Fossem mais de mais-que-muitas as escolhas, que nunca nenhuma outra faria sentido.
Sejam mais de mil, os caminhos que a vida tome, que voltamos sempre atrás ao mesmo ponto de partida. Que não há fé, credo, seita ou religião, filosofia, valor, partido, clube, colectividade ou ajuntamento, que arranque tanto de nós, que nos complete e pertença tanto.
Tivessem as guerras razão de ser, que lutaríamos sem nunca perder as forças.
Fossem as liberdades reduzidas, que mesmo de mãos e pés atados, mesmo de boca tapada, compassaríamos o coração na cadência dessa palavra.
Fossem as lágrimas alicerces, que a mística dos Leões alados construiria uma Fonte para cada um de nós.
Arrancassem as recordações pedaços ao tempo, que os dias só avançariam quando nós quisessemos.
Fossem inaudíveis todas as notas musicais, que a nossa música teimaria em soar.
Fossem as cores limitadas, e uma delas seria só nossa, porque mesmo havendo tantas, o céu escolheu imitar-nos.
Fossem os ventos contrários, como tantas vezes o são; fossem nove os Planetas e em todos eles a ausência de gravidade, que a nossa seria a única bandeira desfraldada!

fotografia gentilmente cedida por Sponge Peter

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Dr. Tran


Toy store!!! \o/

Para mais Dr. Tran,
http://www.lonesausage.com

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Contributo científico do dia

"Acho que este microfone não fala..."

E assim se faz Ciência meus amigos... Primeiro as hipóteses, depois as constatações... Não é à toa que se chega a Professor Catedrático, ?

terça-feira, 27 de maio de 2008

Tenho saudades...

... de andar de baloiço e de jogar Twister.






























(isto quer dizer exactamente aquilo que diz, não aporcalhem! Se bem que, agora que me fazem pensar nisso...)

sábado, 24 de maio de 2008

Eurofestival da Canção

Serei eu a única a achar que a música que levamos à Eurovisão este ano, é muito muito boa? Acho-a linda mesmo...



(e acho que ficava tão bem cantada por uma tuna que eu cá sei...)

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Relíquia

Olhem só o que eu descobri!!!


Dois pontos de vista:
.Como se não bastasse ser uma disquete, tecnologia essa cujos anos de ouro datam daquele Verão quente de mil-nove-e-trinta-e-sete, mais coisa menos coisa, ainda tinha que ter gravada essa estupidamente grande linguagem de programação que é o QBasic!
.Como se não bastasse ter encontrado uma gravação dessa estupidamente grande linguagem de programação, o QBasic, ainda tinha que o estar numa disquete, o que só prova que o QBasic é de facto enorme, porque cabe em 1,38 Mb e talvez até, deixe espaço livre!

Enfim, ainda não consegui deixar de rir com este achado!

Mas deixou-me a pensar... Não teremos nós passado depressa demais das disquetes para as pen's, dos diskman's para os leitores de mp3, dos totolotos a papel químico para os euromilhões com números que saem das máquinas? Eu acho que sim...

terça-feira, 20 de maio de 2008

Questão audaz e pertinente

Porque é que os papelões (os dos ecopontos, e não papéis grandes), particularmente a boca dos papelões, está(ão) sempre toda(os) peganhenta(os) e pegajosa(os) e imunda(os)? Se o que lá se atira para dentro é papel e cartão, se o papel e o cartão não são particularmente porcos, na verdadeira asserção da palavra, porque é que os ditos cujos estão todos nojentos, pior do que os caixotinhos de rua, para os quais se atiram coisas verdadeiramente porcalhotas?
Será que o papel e o cartão, quando se dão conta de que são lixo, se transformam e começam a decompor-se em gosma viscosa e mal-cheirosa?
Faz-me espéce isto...

sábado, 17 de maio de 2008

Turistas

xD tinha que haver uma explicação...

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Expressões

Há expressões de que gosto. Seja pela fonética ou pelo sentido... Gosto. E uma delas é "desembaraçar de parêntesis".
E só tenho pena que a vida seja parca em situações que ma permitam usar mais vezes... Porque primeiro que tudo, há que desembaraçar de parêntesis...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Gomas

Porquê ursinhos? Quem é que inventou que as gomas deviam ser ursinhos?
Eu sou do tempo em que as gomas eram só ursinhos. Agora são tubarões, ovos estrelados, tijolos, e o que bem aprouver à imaginação, mas os primogénitos foram os ursinhos! E eu quando penso em gomas penso logo em ursinhos! Mas... porquê ursinhos? Os ursos não são maleáveis. Não são às cores. Não são pequenos e tranparentes. Porquê ursinhos?

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Estou triste...

Não vou mais ter aulas nos Leões :(
(diz que não há condições...)


Departamento novo (também pomposamente conhecido por "Edifício de Biologia"), aqui vou eu...
(ainda não há fotos...)

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Ensaio sobre a Língua Portuguesa

Claro que o Português é uma língua maravilhosa. A prova é que se um ladrão me roubar eu encontro as palavras necessárias para lhe gritar atrás. Posso é não apanhar o ladrão nem recuperar a mala. Mas mesmo aí, fico com todas as palavras para me queixar, toda a sintaxe para expor, toda a morfologia para descrever a pessoa em causa e o facto ocorrido. E se ninguém me ligar, encontro todas as palavras para me revoltar e para dizer as frases que substituem a batida com a porta.
Lídia Jorge, Sistema Impuro (ensaio sobre a Língua Portuguesa)



Eu sempre achei que a nossa Língua era extremamente rica em palavrões. E o jeitaço que isso dá! Um palavrão na altura certa, quer como insulto, ou simplesmente atirado ao ar em forma de desabafo, tem uma capacidade terapêutica como muitos ansiolíticos deixam a desejar. E eis que descubro que alguém que faz da dita Língua, a sua forma de vida, subscreve o meu ponto de vista. Já ganhei o dia :P

(há um texto fantástico do Miguel Sousa Tavares acerca desta temática (eu não gosto nada do senhor, por isso acreditem que quando digo que o texto é bom, é porque é mesmo bom!). Não o consigo é encontrar em parte nenhuma... Pode ser que um dia destes me volte a surgir às mãos, e nessa altura partilhá-lo-ei.)

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Operação de rescaldo

E acabou a minha Queima. A mais curta de todos os tempos, à qual eu não rotularia no entanto, de "a pior". As coisas boas foram boas e apesar de algumas más, cada qual foi a seu tempo, e sempre bem delimitadas. Para não esquecer, salvaram-se a procura do Wally, o micro-concerto "Quim Barreiros em Inglês", o chafariz do Ateneu, o pito aos saltos (salvo-seja) do Bubu, a alucinante viagem de táxi, a não menos alternativa de bus, os soluços que não passam e S. Coronado do Suissinho, essa grandiosa terriola, bem como discussões matrimoniais nas quais eu sou apanhada no meio. As coisas más, já passaram, já foram, e parece-me que não merecem recalcamentos. Desta "semana", cujas noites têm sempre o papel de destaque, o que valeu como há muito já algo não valia, foram os dias... E que grandes dias! Fantásticos...
Permitam-me só que agradeça a quem de direito, as fitas que me fizeram assinar, bem como o facto de terem gostado, em alguns casos muito, até!, do que escrevi, e de mo terem feito saber :) E muitos Parabéns pelas cartolas azul-ciências ;)