quinta-feira, 31 de março de 2011

A Prova!


Vêem como os cefalópodes são inteligentes?

A Ciência já o tinha dito. Mas o Direito, lerdo até na Justiça, a qual já se habituou a atrasar, porque não tardar-se em tudo o resto?


(Mentira... Isto não prova nada... Peço desculpa...)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Será razão para alarme?

Estávamos as três na cozinha: eu, encostada ao umbral da porta tendo já desbobinado o meu dia e o que mais me aprouve; a minha mãe, plena de toda a sua multifuncionalidade, com o estrugido já a rugir, a maçã para a sobremesa já partida aos bocadinhos e a cozer, e pendente à banca a passar uma louça por água; e a televisão, que na altura vomitava publicidade. Às tantas, um anúncio da Worten:

-"bla bla bla uma máquina de lavar já-não-sei-se-roupa-se-louça com eficiência A+"

Voltando-se para trás, com o ar tanto de admiração como de desconfiança de quem acabou de ouvir anunciado que vai começar a chover notas de €200, diz indagando, a senhora minha mãe:

-Uma máquina com deficiência a mais?

Não me tendo apercebido de qualquer tom irónico, tão-pouco de qualquer pontinha do humor palerma que corre, geneticamente, nas fêmeas bípedes desta casa, soltei um "-Sim, mãe, porque faz todo o sentido..."

Dando-se conta de que a coisa não estava a correr bem para os lados dela, e sem esconder o sorriso que ameaçava despontar, mas tentando, disse um "-Oh, a sério..."

Rendida à placidez assim escancarada, lá expliquei: -Claro que não! Eficiência A+. Máquina com E-FI-CI-ÊNCIA "A" *desenhado no ar com o indicador* MAIS!

E, rindo-se de si própria como só os sábios são capazes, lá rematou: -Eu vi logo que não podia ser...


"E se não fossem inesperados destes de que riria o homem vivendo na sua rotina?"

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A prata da casa

Depois do enésimo ano a dar aulas de Bioestatística que resultou, vá-se lá saber se por força do cansaço ou outra qualquer menos badalada mas igualmente limitadora, numa caca muito grande, desde frequências por corrigir, a alunos insatisfeitos, a exames em Agosto, pontuados por uma percentagem assustadoramente reduzida de aprovações, eis que Pedro, O Lago é retirado do ensino da mesma neste ano lectivo que corre.

"E tu ainda não fizeste Bioestatística?!"

A questão não é essa, meus queridos! (De mais a mais, quem é que depois vos contava estas coisas?) É sim um dos slides da primeira aula que prontamente exibirei:


Pode-se tirar a Bioestatística do Pedro Lago, mas nunca, jamais! se poderá tirar o Pedro Lago da Bioestatística!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A minha vida afigura-se sem sentido

Já plantei a árvore que me competia; filhos ainda não os tive, não os vejo para breve mas quero-os, e em caso de maior aperto por dificuldade em encontrar quem comigo os queira também, aconchega-me o saber que me basta acenar com o meu útero ao Cristiano e fica o caso resolvido. Agora escrever um livro? Sair um livro com frases por mim construídas, palavras por mim postas juntas e eternizadas, com este Acordo Ortográfico? É que nem pensar!!!

Estou feita...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

You sexy thing!

Já não havia luz que descesse do céu, e o amarelo que escorria dos postes de iluminação ainda era parco e insuficiente para desenhar com perfeição e claridade os contornos das sombras e das coisas que as formam. Em alturas destas, há outros sentidos que não a visão mais à coca de acontecimentos para descortinar. Sendo que não ando às apalpadelas -na via pública, pelo menos-, nem com a língua de fora, e o frio cortante anestesiava o olfacto, acrescendo-lhes ainda o facto de que o que se avizinhava soa como um bom champagne a borbulhar num copo, como uma cria de leão a fazer ron-ron, como um vozeirão másculo, viril e incontrolavelmente apetecível, ouço aproximar-se em jeito de desaceleração e à medida que caminho para a passadeira, o trabalhar dum veículo que nasceu para ser carro, mas é muito mais do que isso.
Espreito, vejo a frente dum Ford Fiesta do século passado, ponho a ponta do pé na estrada e eis que ali atrás, tão pertinho de mim, tão inatingível e tão inimaginável se desenha um Aston Martin.
Perdi o controlo do meu maxilar inferior, que caiu em jeito de espanto contemplativo. Continuei caminho com a cabeça presa pelos fios invisíveis que saíam das linhas daquela maravilha. Cheguei ao outro passeio a dar graças por ainda haver carros aos quais custa a arrancar, parei com a minha expressão de êxtase no condutor, pisquei-lhe um olho, ele acelerou provocadoramente, e sei que ele seguiu caminho a pensar: "Tenho um carro tão potente que até entraram ciscos para o olho daquela miúda!"


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Eu sei lá, sei lá!

Depois da criança sem pai (tão 2009...), da criança sem mãe (tão 2010...), eis que, saltando uma fasquia já de si alta -que ainda que démodé, nascer sem mãe não é para todos-, vem chafurdando alienadamente na poça de lama da futilidade e da estupidez, um casalinho dar nome a uma nova criancinha, sem culpa nenhuma a pobre coitada.

Meus senhores e minhas senhoras, nasceu Lyonce Viiktórya!


Rádio Comercial

Agora ide, e lyoncificai o vosso nome!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Agora que falas nisso...

Sou só eu a achar que "silicone" tem demasiado a ver com a palavra que se podia formar com "silly"+"icon" para ser mera coincidência?

Só eu é que vejo a ironia da coisa?

domingo, 16 de janeiro de 2011

Chama-lhe juventude...

O Tridente tem problemas em segurar a placa.

Pudera!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Qual de vós o pior!

Uma rua.
Nessa rua, uma loja de atoalhados e roupa de cama. Iluminações de Natal na montra.

Uma ourivesaria.
Uma lavandaria.
Uma loja de telemóveis.
Uma loja de roupa.
Uma entrada de prédio.
Uma loja "do Chinês". Artigos de Carnaval lá para dentro.

Valha-vos a Santa Ingracinha, pá...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Uns filhos e outros enteados

É uma revolta pessoal que tenho que expressar. Necessariamente.

Para o 25 de Dezembro, há musiquinhas, há cançõezinhas, há trauteios. E para mim, que nasci muito depois do "menino", e para o 14 de Janeiro só nos está reservada a música generalizadamente impessoal até chegar à parte "para a menina" e depois um embolar por cada cantante, que nunca ninguém atina com que nome dizer. Que é feito do sermos todos iguais?!

Sendo assim,



Raquel! Raquel! Raquel!

(E no entanto, há uma coisa que não suporto: ver enfeites de Natal no meu dia de anos...)

PARABÉNS!!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

100 anos depois...

Não será anti-republicano votar num Nobre?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Raquel resolve: a problemática do guarda-chuva

Vou-vos propor um movimento.

É interessante andar de guarda-chuva quando chove. O incómodo de ter uma mão ocupada é largamente suplantado pela protecção e secura que o dito favorece. Já quando não chove, o apetrecho transforma-se em empecilho, e andar com ele é uma chatice daquelas! Se ele estiver molhado então, nem se fala.

O que eu proponho é o seguinte: quando andássemos de guarda-chuva e parasse de chover, simplesmente encostávamo-lo no muro/ parede mais próximo. Quando (re-)começasse o dilúvio, era só pegar num outro qualquer que estivesse, também ele, encostado. E assim sucessivamente até chegarmos a casa, local para onde não poderíamos levar nenhum guarda-chuva adquirido nestas condições.

Por muito comunista que soe a ideia -"[...] para cada um conforme as suas necessidades"-, parece-me não menos do que genial.
Claro que isto só funcionaria (funcionará?) numa escala global (e, verdade seja dita, dificilmente em Portugal, pois cá não falta quem se apodere de tudo o que veja "perdido"), e este espaço é pouco mais que bairrista. Sendo assim, dou-vos liberdade para, em redes sociais que eu abomino completamente, presentearem todo um país com esta maravilha. Não vos esqueceis, no entanto, de que os louros têm que ser todos para mim.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

E a minúcia, senhores?

A Polícia Nova-Iorquina trouxe a público os resultados da autópsia a Carlos Castro, dizendo que a causa de morte foi estrangulamento.

Mas, em qual das cabeças?

domingo, 9 de janeiro de 2011

O que é realmente estranho

O gás dos isqueiros ser líquido...