terça-feira, 26 de junho de 2007

E o que se nos é proporcionado...

Eu gosto deste tempo. Não está demasiado calor, não está frio, anoitece mais tarde, o Sol banha-nos de sorrisos durante mais tempo, dos campos brotam flores, voam abelhas, chilreiam passarinhos, aparecem bêbados nos jardins, EI! Calma!!! Isto não é assim tão normal... Não seria até mesmo provável de todo não morasse eu em Vila Nova de Famalicão. Os fenómenos do Entroncamento quando comparados co nós, são meras brincadeirinhas de putos!
Então não é que num fim de tarde comummente vulgaríssimo, numa passagem por sítios dos quais o hábito já se cegou, quase que tropeço num espécime refastelado numa relva oásica no meio do deserto selvático que é uma (e esta, em particular) cidade!? Mas “refastelado” é a favor! Já vi bebés de meses a dormirem mais preocupados com a vida do que o dito senh… hum… que o dito… hum… que quem estava na relva. Ora eu falo porque sei, às vezes o álcool cansa. Quer dizer, o álcool cansa! Quem nunca se sentiu cansado à conta de umas garrafit… hum… de uns copitos a mais? Apetece dormir em qualquer lado, ora pois apetece. E feliz daqueles que o podem fazer. A placidez e serenidade que invadiu aquela alminha neste fim da tarde é motivo da minha inveja, confesso-vos. Quantas e quantas vezes não me apeteceu marimbar para o Mundo e gozar do meu bel-prazer… Agora, uma coisa é certa, eu arrumava as perninhas p’a dentro do limite físico que separa o dito jardim do passeio, onde, imagine-se!, costumam andar as pessoas. Não tropecei por pouco, ri-me comigo e lá segui caminho. Uma hora passada deste quasi-encontro de muitos graus dotado, tomo o mesmo caminho em sentido contrário. A alminha ainda dormia, com a tranquilidade que só os livres de mácula (e os bêbados, OK, pronto) têm, mas com as perninhas arrumadas. Ou alguém tropeçou de facto e incomodou o… ele, e ele institivamente as camuflou na relva, ou ele mudou de posição para provar que ainda não tinha batido as botas. (Outra coisa é, também, certa: a batê-las, pelo menos ali sempre adubava a terra *maldade*).
Só para não duvidarem do que vos conto, segue-se a prova. A foto é da janela do meu quarto, e foi o que se conseguiu arranjar, já que a bateria da máquina se estava a queixar. Também lhe custava aguentar-se, em solidariedade com o… senh… hum… ele, O que dormia.


O término desta história não podia ser mais triste. A Polícia de Segurança Pública veio acordá-lo. São uns malvados! Invejosos, é o que é! “Segurança Pública”, exibem com orgulho nos carros e na indumentária. Falaciosos! Segurança Pública é proteger a população dos maus! Dos bêbados desordeiros também! Agora acordar quem dorme?! É um ultraje...

2 comentários:

ALV disse...

De facto não percebo a nossa polícia!

Isto devia ser denunciado em praça pública, toda a gente vê que o homem não está a cometer ilegalidade nenhuma!

Basta olhar para aquele sinalzinho azul, que indica claramente "informação: homem a dormir com os pés no passeio!"

xD

ἀπὸ μηχανῆς βιλα disse...

LOL x'D