quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Fui eu que fiz!

Uma rubrica ironicamente em honra ao bípede acéfalo que, ao ver o seu filho nascido e, empunhando orgulhosamente toda a sua estupidez, disse a quem foi visitar mãe e rebento: "Fui eu que fiz!"

Quanto a mim, quando faço qualquer coisa que depois ergo como uma bandeira, normalmente, é palermice...
Aqui vão as mais recentes:

"Caminha: um município que nunca dorme!"

"Caminha, vamos indo e vamos vendo."

Se há solução para isto? Bem, pelo menos uma tentativa. Enclausuravam-me num lugar fechado ao Mundo, sem me deixarem sair nem ver/ ler coisas que pudessem despoletar a minha parvalheira, já por si só, tão à flor da pele, e podia ser que resultasse. Mas duvido...

6 comentários:

Miguel disse...

Isso é relativo...

Muito do que chega ao receptor não tem nada a ver com o que sai do emissor.
O emissor pode dizer uma frase num determinadosentido, num determinado contexto, e o receptor não estar nem aí e perceber uma coisa completamente diferente.
Isso não faz do emissor um idiota ou estupido...


Por exemplo, eu uso essa frase com os meus filhos (3 e todos lindos, digam-se!) e nenhum leva a mal nem nenhuma pessoa que já me ouviu dizer isso alguma vez pensou mal de mim...

Eu costumo dizer, quando eles fazem qualquer coisa com que quero meter-me com eles, ou evidenciar para outra pessoa, que até pode ser uma coisa boa ou menos boa - é indiferente - "... e pensar que fui eu que vos fiz!", depois de ter feito algum comentário sobre esse tema que quero evidenciar.

É obvio que ninguém faz - no sentido que estás aqui da dar à coisa - um filho assim...
Portanto, ou estás a falar de alguém que conheces e já o pensas como um parvalhão - eventualmente até com razão - ou estás a levar a coisa para um sentido (que tal falta de humor?) que ele não quis dar...

É só a minha opinião! Logicamente...

Sobre a parte que escrevi inicialmente, deixo-te aqui um link que talvez ajude a perceber melhor o conceito:
http://ensaiossobreavidanaterra0.blogspot.com/2010/04/ensaios-comunicacao-um-problema-ou.html

who's yo' mama?! disse...

Miguel: Antes de mais, agradeço a visita e a opinião formulada.

Eu sei -e percebo perfeitamente- que no que toca a fazer passar ideias pode muito bem, como disseste, o sentido e/ou contexto do emissor não ser partilhado ou atingido pelo receptor, sem que isso faça de qualquer dos intervenientes mais ou menos capaz (é como aquele conselho: "não digas 'não sei se percebeste', diz antes 'não sei se me fiz entender'. É mais simpático para quem ouve."), não fosse eu própria uma incompreendida vezes sem conta. Sei também, e não serei a única a já ter dado conta disto, que quando se passa para a escrita, muito do sentido ou meandros da coisa perdem-se.

Neste caso particular, primeiro, estava a ser irónica quanto ao "fui eu que fiz"; segundo, o sujeito em questão, é mesmo um idiota, na falta de "melhor" termo; terceiro, e não tendo nada contra a frase, ressalvando-lhe a forma e situação em e como é usada (quantas vezes não digo eu mesma as meus paizinhos "que maravilha que vocês fizeram"), naquele caso particular, repito, acho que foi muito fútil, muito falta de chá, muito despropositado, principalmente pelo ar de gozo com que ele o disse, como se o regozijo de "fazer" um filho fosse comparável a conseguir comer 5 bolachas Maria num minuto.

Miguel disse...

Pois... depende da situação.
Se o "sujeito" já é visto como idiota logo de base, acredito que então o teu comentário tenha razão de ser.
Não falas de uma generalidade mas de um caso concreto. Também não me custa a aceitar isso porque gente idiota há por aí aos pontapés...

;)

"Fazer" um filho e comer 5 bolachas Maria num minuto, penso que qualquer um faz. Educar um filho já tem mais a ver com comer 20 bolachas num minuto... Nem todos conseguem. Ou querem!

:)

who's yo' mama?! disse...

Aí é que está, comer 5 bolachas Maria num minuto é difícil como o raio! ;)

Quanto ao educar, o imbecil deu-nos toda a razão a mim, a ti, e a todos quantos partilharem desta opinião, quando, meia dúzia de meses depois, se pôs a andar quando houve coisas que se complicaram.

Mas eu nem queria falar sobre isto. Era só mesmo fazer uma introdução palerma para uma dissertação ainda mais palerma ;)

Miguel disse...

É uma pena certos carácteres não serem letais... Infelizmente são dolorosos na maior parte das vezes mas é para os outros, quase sempre inocentes...

Uma pena mesmo...

who's yo' mama?! disse...

Não podia estar mais de acordo...