quarta-feira, 14 de março de 2007

domingo, 11 de março de 2007

Porto Sentido

Já deixavam de acabar cursos (das duas maneiras: à conta de Bolonha; e à conta de estudarem, e findos 4 ou 5 anos, já estar tudo arrumado e prontos para deixarem de almoçar no McDonald's e passarem a comer no Empadões e Cia ;) ), já deixavam de passar imagens saudosas da RTP, já deixavam de dar Muse no rádio, na tv, ou seja lá onde for. Por defeito já me encontro nostalgica q.b., mas vocês não têm ajudado não... (E, enquanto escrevo isto, o meu pai ter vindo ao meu quarto perguntar-me se eu acabei com Tuna, não ajudou nada... Bolas para isto!)

Ouvi hoje um "Porto Sentido" sobrevoando por paisagens Moçambicanas. Um passeio qualquer, em jeito filantropo, do Rui Veloso pelas terras quentes de África, que suscitou em alguém que pode, um interesse noticioso digno do Jornal da Tarde. Também por defeito e não somente por me ter metido nisto que leva um rumo (mais que um curso) de Biologia, animais a correr livremente por savanas e habitats naturais, também têm o seu toquezinho especial em jeito de mexer com o brilhozinho nos olhos alumiado pela inconsciente mas conhecida vontade de aspirar a um estilo de vida do género. É muito naquela base do que dizia o Miguelito, da "Mafalda" de Quino, "uma tartaruga para ser tartaruga, tem que ser tartaruga; um gato para ser gato, tem que ser gato; um coelho para ser coelho, tem que ser coelho; um Homem para ser Homem, tem que ser engenheiro, arquitecto, advogado, ..." (E ainda assim, nos achamos os maiores...). Mas então aquela música avivou a nostalgia que por aqui se vem verificando, e um pensamento que muito me tem assolado. Não lhe chamarei medo porque mais que a própria definição da palavra, é em si uma palavra muito forte, no sentido em que acobarda sempre quem a usa. Mas a verdade é que anda muito por perto o que tenho sentido. E não é menos verdade a razão e os fundamentos que lhe dão origem.
Quatro anos passados em tão boas companhias, numa cidade maravilhosa, tão diferente de tudo, tão igual a si mesma; com gentes e lugares e tempos tão próprios, apenas dados a conhecer a intrusos como nós, que dela fazemos, ao jeito dos vírus injectados por vacinas em corpos mais ou menos sãos dos quais precisam por necessidade de se manterem de pé, uma casa emprestada, um recreio por vezes... O assustador não foi ter chegado e caído em chão seguro mas desconhecido, nem tão-pouco é o quanto se ganha e, inevitavelmente se perde; é o receio de não ter onde guardar tudo. É o receio de que, quando acabar o tempo Presente, o Futuro nos corte os cordões umbilicais que fomos distribuindo por aqui e por ali.
Se eu vos pudesse pedir uma coisa, a todos vocês que sabem quem são, porque mais do que eu vos referir, importa terem a certeza de que o são, aparte das referências do género agradecimentos de Óscares, pedir-vos-ia que nunca deixem o Porto de existir nas nossa relações, não tanto (mas também) em sentido físico, mas muito no que teremos que recordar, que reviver. Pedir-vos-ia para não se esquecerem do que fomos, do que passamos. Pedir-vos-ia para não crescerem, porque ser adulto é uma seca. Ser adulto faz-nos esquecer muita coisa. E se esquecer é mau, não lembrar é pior. Pedir-vos-ia para que, e porque um dia todos seremos Passado, não se limitarem a guardar na memória os testemunhos, as histórias, os enredos, os tempos idos. De nada valeria viver isto se depois não pudessemos continuar a partilhar as muitas vidas dentro da vida única de cada um de nós, e que muito diferentes se adivinham, uns com os outros. Não quero correr o risco de vos perder. "Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!".
E sim, isto foi só pedir uma coisa. Foi pedir para não deixarem nunca a saudade chegar...

Para além do mais, e já que agora se adivinha um brilhozinho nos olhos não alumiado, mas daquele em tom de humidade relativa exacerbada, há muita gente de quem já sinto saudades. Nunca o saberão. Nunca lhes direi, nunca saberão ler os sinais. Custa perder laços, custa olhar para trás e ver risos e cumplicidade, e custa olhar para a frente e onde antes havia coisas boas, agora não haver sequer um sorriso. Custam as vicissitudes da vida. Custam os encontrões, os desencontros, as pedras no caminho, as hipocrisias... Custa ter que abandonar tudo por uma mesquinhice. Custa essa mesquinhice não merecer uma gota do que o restante merece, e ainda custa mais que essa mesquinhice modifique tanto a vida e aniquile relações... E custa o medo de, porque já aconteceu, voltar a acontecer. E perder tudo. Outra vez...
Ser adulto é uma caca...

sábado, 10 de março de 2007

Nhec...

Estou nostálgica. Estou triste. Estou estranha... Estou com saudades de quem não devo, estou a pensar no que não devia, assolam-me ideias tenebrosas do que por aí vem... Bolas para isto que é ter consciência e sentimentos e coração...

sexta-feira, 2 de março de 2007

Bom Português

Não, não vou falar do Cristiano Ronaldo... 0:)

* ........... *
Distraí-me, perdão...


Gosto da palavra "pioquinho" e da palavra "fatocos". E vocês? :D

Ao que me passa ao lado e as confusões e mau jeito que isso me faz

E por falar em combustíveis necessários a Portugal para andar para a frente, eis que esta semana, se-me surgiu outro: a necessidade incompreensível que certas pessoas têm para andar de transportes públicos! Creio mesmo ser uma dessas profissões à margem de descontos e Seguranças Sociais, o andar de transportes públicos. Se não, o que levaria a autocarros e comboios estarem cheios a horas pertencentes ao horário de expediente? Serem essas mesmas horas dessas mesmas pessoas que os ocupam, o seu horário de expediente.
Eu não trabalho. Eu sou estudante. Eu tenho horário flexível. Eu tenho moral mais que muita, para andar às horas que se me aprouver, em transportes públicos. Eu e quem for como eu. Mas o problema é que quem ocupa os ditos transportes, são gente em idade de ter uma família e sustentá-la! Ou gente com idade para gozar a reforma, alapado num banquinho em frente à praia, ou num jardim que seja, a apanhar Sol se os rendimentos não derem para mais! Quando eu trabalhar e se por acaso tiver a sorte de às quatro da tarde estar livre de ocupações laborais, não vou certamente andar de comboio! Há uma vida lá fora minha gente... Não deve é haver quem vos diga isto... :/

Às polémicas e a tudo que elas nos fazem passar

Este país não sobrevive sem polémicas. Do mundo do futebol ao mundo da política, da sociedade em geral à cusquice individual, nada escapa. Se não é o Mateus é o aborto. Se não é o aborto é a interrupção voluntária da gravidez. Se não é a IVG são as escutas telefónicas. Se não são as escutas telefónicas é o TGV. Se não é o TGV são os maus tratos infantis. Se não são os maus tratos infantis, são custódias parentais. Se não for nada disto, serão os exames do 12º ano, os reitores das Faculdades e Politécnicos e afins, corruptos, os peellings das supê-thias, o tabaco. E é precisamente à conta das proibições que se fazem sentir bem como as que se adivinham, que se-me vos dirijo.
Primeiro, a minha opinião em traços gerais: não fumo e o fumo do tabaco incomoda-me. Mas o que realmente me tira do sério, e me faz espéce, e me faz ter acessos de violência, a mim, pessoa tão calma, são aqueles que, querendo ser mais papistas que o Papa, acham que estão a fazer do Mundo um Mundo melhor. Filosofia não lhes falta, mas aptidão para discernir as coisas, está em falta em grande escala. Acho pois completamente desnecessário e descabido tantas proibições de se fumar aqui e ali. Sabem o que faz realmente mal à saúde? A estupidez. E nunca vi ninguém proibi-la em lado nenhum... Mas li então um artigo na "Única", revista suplementar do Expresso, no último Sábado, dia 24 de Fevereiro, do Miguel Esteves Cardoso. Não será bem um artigo, é mais uma opinião. Deixo-vos com ele. Intitula-se "É favor fumar".

A minha admiração pelos fumadores tem crescido desde que cobardemente deixei de fumar há dois anos. Haverá minoria mais acossada? Haverá perseguição mais legitimada por tudo o que é organismo? É tão violenta a propaganda que já é raro encontrar um fumador que não queira deixar de fumar e não se despreze um bocadinho por não conseguir.
Fumar em paz - até com a própria consciência - é uma actividade em vias de extinção.
Não é por deixar de praticar um desporto que uma pessoa se desinteressa dele e eu lá vou seguindo, com um mínimo de tristeza, as novidades do mundo do tabaco. Enquanto os charutos ainda são tolerados (porque, parafraseando selvaticamente Lenine, não fazem mal aos pobres), os cigarros já fazem parte de um mundo «underground», discutidos em áreas cada vez mais recônditas da Internet.
O cigarros estão agora na situação fascinante da pré-ilegalidade, como a cocaína nos tempos entusiastas de Freud ou o LSD durante a primeira metade dos anos 60.
Mesmo em minha casa, apesar dos meus protestos (como entusiástico fumador passivo que sou), criam-se alegres células tabaqueiras de onde sou cruelmente excluído. Sempre que cá vêm as minhas filhas, por exemplo. Agrupam-se à volta de um cinzeiro com a minha mulher e puxm das bisbilhotices e das galhofas. Apenas oiço as risotas do fundo do corredor.
A exclusão tem dois sentidos. É bom lembrar isso. Os ex-fumadores, sobretudo, têm a obrigação moral de velar pelos direitos daqueles que ainda fumam. Ou virão a fumar. Nem que seja pelo seguinte: verdadeira guerra não é entre fumadores e não fumadores mas entre proibidores e não-proibidores. Há por aí muita coisa agradável cuja proibição facilmente se justificaria médico-socialmente. Se o tabaco for proibido, os proibidores avançarão para outras coisas. E depois de conseguirem proibir as mais óbvias (como o álcool), passarão às mais íntimas.
Pense numa coisa que gosta de fazer e que talvez possa fazer mal (ou somente não fazer bem) a si e/ou aos outros e/ou ao Planeta. Também há-de haver quem a queira proibir. Hoje é o tabaco; amanhã será isso tudo.

E é por concordar também que a exclusão, nos seus dois sentidos, começa também a excluir os não-fumadores, como eu, que hei-de continuar a ir para casas-de-banho minúsculas, apanhar com o fumo de três ou mais cigarros já ressacados ;)

Finalmente!

Eis pelo que todos esperavam! Estou de volta, qual Fénix renascida das cinzas, qual D. Sebastião em dias de nevoeiro! Eu não me tenho baldado. É até precisamente por isso que não tenho aparecido aqui: agora vou às aulas! E a minha vida não dá para tudo! A verdade é que a grande culpada de eu não vir aqui dar-vos toda a atenção que merecem, não sou eu, mas sim a Maria Eduarda. Senão, vejamos: quando antes "Laboratórios de Computação" queriam dizer "salas do mais variado tipo de convívio, estudo, convívio, lazer, convívio, computadores à lá gardére para todos, e convívio", agora querem dizer "incitamos à depressão, à anti-socialidade, ao suícidio, nas suas mais variadíssimas formas" ou seja, estão simplesmente fechadas. Pensamento prodigioso da senhora-e-dona-da-verdade Maria Eduarda e afins companheiros de labor: "Vamos comprar computadores fixes para a 1.06, daqueles com monitores todos xpto, fininhos e bonitinhos, porque damos lá aulas e é bastante incomodativo quando os inergumes têm dúvidas, e nós termos que nos chegar a monitores grandes e brancos! Iuk!" E pumba, computadores novos, monitores novos, (ar condicionado novo, que é bom, ninguém quer), e pumba fechar salas que de facto faziam muita gente feliz, porque a) é caro mantê-laberta, principalmente agora que gastamos o orçamento de um semestre em monitores e b) por qualquer razão suficientemente parva para não ser dada a conhecer, não gostamos de Matequianos. Eu não sou paciente, vocês sabem que não. Então para esperar seja pelo que for, é que não tenho mesmo paciência nenhuma, mas pela senhora-e-dona-da-verdade Maria Eduarda, eu até mudava a minha maneira de ser, e fazia-me incutidora de uma esperinha e davamos-lhe assim tipo uma porrada muito grande!
Mas pronto, percebem agora então a razão da minha ausência. Estou muito tempo na faculdade, pouco desse tempo verdadeiramente aproveitável no que conta ao convívio e lazer, e muito pouco tempo em casa, muito desse tempo ocupado a dormir ou a tratar de vida para voltar para a faculdade... A vossa sorte é pois que a Sexta-feira é dia santo para mim (e não só, já sei...) e estou aqui por minha conta ;)
Tenho umas quantas coisas a vos fazer saber, e de volta à cultura da prateleira-de-supermercado, organizá-las-ei de forma como só os repositores sabem, e que eu tão bem imito...

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Banana God



Se a Disney está do lado de Satã, as bananas estão completamente do lado de Deus...

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Apos ter sido polido...




Nao foi com oleo de cravinho mas acho que ficou bem... e pus esta imagem para dps n ser acusado de tar a postar coisas que nao sao mm minhas!!

x''D

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

domingo, 18 de fevereiro de 2007

"Para quê multiplicar pães, se as bifanas já tinham ido monte abaixo?"

As minhas sapatilhas novas!

Não são lindas? Muito mais, seguramente, que umas que há tempos por cá se fizeram mostrar... :P Até porque estas são MESMO as minhas. Não uma imagem qualquer plagiada... :P

Mas não é isso que me traz aqui.

Sun Nin Fy Lok! Ou Bem-vindos ao Ano da Bifana! Isto sim... Qual 2007, qual quê. A ver se fazem selos ou relógios, ou seja lá o quê, referente a 2007. Não! A bifana é que vende. Os chineses têm mesmo jeito para a coisa... Esqueçam os marroquinos. E esqueçam também o Sr. José Cardoso (é assim o nome dele, não é? O ex-presidente da Câmara Municipal do Porto?...), que fez um Ano, aqui há uns anos, começar 5 dias mais tarde. Pinta têm, mais uma vez, os chineses! 49 dias depois do Mundo Ocidental, pimba, fazem eles a festa sozinhos! Demais...
Comam então os vosso bolinhos da sorte, e bom Ano do Hai (Porco, conterraneamente falando. Conterraneamente, até os chineses se apoderarem disto... Mas não vamos entrar por aqui...) Já agora, em jeito de curiosidade, eu nasci no Ano do Rato... Poupem-se a piadas parvas...

Jogada acabada de sair do forno...




Man. United vs. Reading 17/02/2007

sábado, 17 de fevereiro de 2007

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Microfone ou Pimenteiro ?



o que eu chorei a ver isto x'D

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

It's a big ad...