Pensavam que o movimento de rotação da Terra já deu tudo o que tinham a dar? Desenganem-se pois! Reparem na programação da SIC, de ontem:
A apaziguar encefalias, dores do reumático e problemas de azia desde mil-nove-e-quarenta-e-três
domingo, 8 de julho de 2007
Menos 4 minutos ou mais duas horas?
Pensavam que o movimento de rotação da Terra já deu tudo o que tinham a dar? Desenganem-se pois! Reparem na programação da SIC, de ontem:
quinta-feira, 5 de julho de 2007
terça-feira, 3 de julho de 2007
Coisas que (não) se aprendem nos jantares
.Aprende-se que o Estádio do Dargão é maior que o do Dragão
.Aprende-se que os aviões são conduzidos
.Desaprende-se por osmose
.Aprende-se como é que duas gajas vão com um gajo
.Não se aprende o que se faz depois de duas gajas irem com um gajo (já se deve nascer ensinado, não é?)
.Aprende-se quem é que brinda "à da Marta" (também já deviam saber isto...)
.Aprende-se que os copos em cima das canecas não dá bom resultado
.Aprende-se o que sentia a Teresa Guilherme quando ouvia as queixas no confessionário
.Tem que se aprender de novo as letras das músicas...
.Aprende-se que ninguém nos convence a beber mais, a menos que estejemos sempre a encher o nosso próprio copo
.Aprende-se a roubar gomas
.Aprende-se que se a garrafa de àgua foi comprada pela mãe, tem vida eterna
.Aprende-se a não dizer "pronto" cinco vezes em dois segundos
.Já se aprendia a não falar quando se leva a irmã ao carro ter com o pai...
.Aprende-se que tirar a carta com uma taxa de alcoolemia elevada nos prepara para a vida
.Aprende-se a dar pão aos Leões
.Aprende-se que se arrastamos as palavras e dobramos a língua, a culpa é da chiclete!
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Super-hiper-mega-ri-espectacular
sábado, 30 de junho de 2007
Estou triste...
Porque hei-de continuar a chorar por ti.
Porque o vento arranca bocados salgados da face depois de os olhos sucumbirem ao peso das lágrimas.
Porque a luz do Sol que bate na cara não aquece.
Porque doer continua a custar.
Porque as desculpas não chegam para acalmar.
Porque não mereço os teus braços em abraços perpétuos.
Porque me despi e fiquei com frio, e não me agasalhaste.
Porque me despojei de armas numa batalha mortal, e esperei por clemência. E perdi.
Porque a força que temos, que vamos buscar onde nunca estivemos, no retalhar de pedaços de nós a sangue-frio, não chega para apagar um passado infame.
Porque estes braços não podem com o Mundo, num acesso titânico de vontade de o fazer andar para trás.
Porque hão-de continuar a surgir no caminho tropeções a cujas histórias farás falta.
Porque as palavras já não servem para nada.
Porque o espelho não me mostra quem eu quis ser.
Porque os pecados mortais não são os que nos levam ao Inferno, antes trazem-no-lo a nós e as labaredas queimam-nos o ser, o fogo flamejante emproa-se e inflama com os erros que os cometem, cravados à machadada na natureza dissecante de uma humanidade delituosa por defeito.
Porque hei-de continuar a chorar por ti…
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Ai se os Americanos me descobrem!!!
Da próxima vez que vos perguntarem (sim, porque se há coisa capaz de vos acontecer na rua, no centro comercial, onde quer que seja, é que vo-lo perguntem), quantas espécies de moscas há? Resposta certa, 80 mil e uma. Se não sou eu, que será de vocês? Eu sou um sopro de fulgor, intelectualidade e brilhantismo, com um toque requintado de savoir faire ao bom jeito dos palhaços, para todos os carlos malatos e davides attenboroughs!
terça-feira, 26 de junho de 2007
E o que se nos é proporcionado...
Então não é que num fim de tarde comummente vulgaríssimo, numa passagem por sítios dos quais o hábito já se cegou, quase que tropeço num espécime refastelado numa relva oásica no meio do deserto selvático que é uma (e esta, em particular) cidade!? Mas “refastelado” é a favor! Já vi bebés de meses a dormirem mais preocupados com a vida do que o dito senh… hum… que o dito… hum… que quem estava na relva. Ora eu falo porque sei, às vezes o álcool cansa. Quer dizer, o álcool cansa! Quem nunca se sentiu cansado à conta de umas garrafit… hum… de uns copitos a mais? Apetece dormir em qualquer lado, ora pois apetece. E feliz daqueles que o podem fazer. A placidez e serenidade que invadiu aquela alminha neste fim da tarde é motivo da minha inveja, confesso-vos. Quantas e quantas vezes não me apeteceu marimbar para o Mundo e gozar do meu bel-prazer… Agora, uma coisa é certa, eu arrumava as perninhas p’a dentro do limite físico que separa o dito jardim do passeio, onde, imagine-se!, costumam andar as pessoas. Não tropecei por pouco, ri-me comigo e lá segui caminho. Uma hora passada deste quasi-encontro de muitos graus dotado, tomo o mesmo caminho em sentido contrário. A alminha ainda dormia, com a tranquilidade que só os livres de mácula (e os bêbados, OK, pronto) têm, mas com as perninhas arrumadas. Ou alguém tropeçou de facto e incomodou o… ele, e ele institivamente as camuflou na relva, ou ele mudou de posição para provar que ainda não tinha batido as botas. (Outra coisa é, também, certa: a batê-las, pelo menos ali sempre adubava a terra *maldade*).
Só para não duvidarem do que vos conto, segue-se a prova. A foto é da janela do meu quarto, e foi o que se conseguiu arranjar, já que a bateria da máquina se estava a queixar. Também lhe custava aguentar-se, em solidariedade com o… senh… hum… ele, O que dormia.
O término desta história não podia ser mais triste. A Polícia de Segurança Pública veio acordá-lo. São uns malvados! Invejosos, é o que é! “Segurança Pública”, exibem com orgulho nos carros e na indumentária. Falaciosos! Segurança Pública é proteger a população dos maus! Dos bêbados desordeiros também! Agora acordar quem dorme?! É um ultraje...
sábado, 23 de junho de 2007
Força
São as saudades. É a tua voz, o teu riso, a tua presença, sem que eu fale ou ria ou esteja. Sem que nada seja para mim. É o voltar atrás nas memórias e as opções tomadas arderem cá dentro, e ter que viver com elas. É o não saber que dizer, tão-pouco, se o dizer. É o tu onde me encontro sem nunca saber de mim, é a falta de ti onde não estou. É a força que me faz falta, é o espaço confinado num olhar atirado para o chão, numa vontade de sair e ficar, numa palavra insignificante, gravada a fogo indelével num coração sequioso, gravada num instante perene que ao tempo não faz falta.

Sete letras de ternura
Sete letras de ansiedade
E outras tantas de aventura
Esta palavra saudade
A mais bela e a mais pura
Sete letras de verdade
E outras tantas, de loucura
Sete pedras, sete cardos
Sete facas e punhais
Sete beijos que são nados
Sete pecados mortais
Esta palavra saudade
Dói no corpo devagar
Quando a gente se levanta, fica na cama a chorar
Esta palavra saudade
Sabe a sumo de limão
Tem um travo de amargura,
Que nasceu no coração
Ai palavra amarga e doce estrangulada na garganta
Palavra com se fosse o silêncio, que se canta
Meu cavalo imenso e louco a galopar na distância
Entre o muito e entre o pouco, que me afasta da infância
Esta palavra saudade é a mais prenha de pranto, como um filho nascesse
Por termos sofrido tanto
Por termos sofrido tanto
É que a saudade está viva
São sete letras de encanto
Sete letras por enquanto,
Enquanto a gente for viva
Esta palavra saudade sabe ao gosto das amoras
Cada vez que tu não vens, cada vez que tu demoras
Ai palavra amarga e doce, debruçada na idade
Palavra como se fossemos resto de mocidade
Marcada por sete letras a ferro e a fogo no tempo
Ai, palavra dos poetas que a disparam contra o vento
Esta palavra saudade dói no corpo devagar
Quando a gente se levanta fica na cama a chorar
Por termos sofrido tanto
É que a saudade está viva
São sete letras de encanto
Sete letras por enquanto,
Enquanto a gente for viva
Sete Letras - Ary dos Santos
sexta-feira, 22 de junho de 2007
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Eles andem aí...
José Sócrates apresentou queixa-crime contra bloguer
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Mas tomem atenção...

começo por dizer que ao fazer "guardar imagem como" deparo-me com o belo nome dado a imagem: "Anho Assado.jpg"! Quer dizer, eu depois disto podia recostar-me na cadeira e imaginar as vossas caras de tristeza por nem sequer imaginarem que isto era possível e aqui tão perto!
Qual Confraria do Bacalhau, qual Confraria das Tripas a Moda do Porto... Anho Assado é que é!! Quando se pensa em algo Nobre qual é a primeira coisa que se pensa? Anho Assado claro!
Eu sei que estão com muita vontade de se inscreverem por isso Confraria do Anho Assado, o próximo Banquete deve estar pertissimo!!
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Olhe que não menina… olhe que não!

Naturalmente que não vou aqui descrever exaustivamente este divinal cartaz - isso, por si só, justificaria a criação de um blog - vou apenas destacar algumas actuações.
quarta-feira, 6 de junho de 2007
O Santo António no seu expoente máximo

Cá para mim, Santa casamenteira só há uma, (a Santa Marta e mais nenhuma), mas consta que o Santo António também tem o seu jeito para a coisa. Eu cá não acho, e acho mesmo muito estranho que assim seja, dado que o senhor (perdão, Senhor só há um. E segundo a “ceguinha de S. Bento” que, por falar nisso, já não a vejo há muito tempo xD (piada parva… É que nem era para ser piada, mas não vai muito de escrever isto e pensar na idiotice dos sentidos palermas.) Mas adiante que me estou a perder, segundo ela o senhor dava saudinha, e eu não tenho nada que me queixar, porque tenho tido dádivas de saúde q.b.. Arrisco-me a dizer até que ainda bem que senhor há só um, que eu não tinha pedalada para mais que isso. Mas, quer-se dizer, também não me queixava… Mas adiante!!!), o santo, dado que o santo (como se isto não lhe bastasse…) tem um menino num braço e um pão no outro. Onde entra o casório no meio disto tudo? Na Basílica da Estrela
Temos, logo na primeira noite (logo do dia 7 de Junho, e relembro aos esquecidos e digo aos incultos, que o dia do dito Santo é 13 de Junho, o que me leva a crer que Santo António era cigano e que é por isso que é casamenteiro, porque se o casamento dura 3 dias, a festa bem pode durar 7…). Mas então a grande atracção dessa noite são o duo espectáculo, conhecido aquém e além fronteiras, ímpares na musicalidade, inigualáveis no sucesso, (preparem-se)… Serafim e Celeste Ferreira! Pois, eu também não faço a mínima quem eles são, mas para bluff tenho um jeito descomunal. E melhor ainda que isso, é procurar o nome deles no Tio Google e aparecerem páginas de Famalicão com o programa das Festas. Ora se eles nem no Google aparecem de livre e espontânea vontade,… Meus senhores, convenhamos… Devem mesmo ser bons! (Bluff e ironia. Sou mesmo boa nisto…). Recompostos deste primeiro concerto que se perfila extenuante, segue-se, no dia 8, logo, assim, sem pausas que o povo gosta é disto, José Alberto Reis! Demais… Sem encaixar as outras actividades de índole diferente do showbizz, vou desenrolar por aqui abaixo todos os concertos que vão trazer à cidade a gentinha que só sai de casa nestas alturas. São então o Mickael Carreira (Jasus! Mulherada aos berros, em êxtase, em histerismo total… *asco*), com Pedra D’Água a abrir o espectáculo, nesse esforço conjunto da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e da Associação dos Grupos “wannabe’s” Musicais Desconhecidos e/ou Anónimos (AGwMDA), para promover a bacoquice da música que se faz em Portugal e que não interessa a ninguém. Grupo de Cavaquinhos do Liberdade Futebol Clube (estou com muita vontade de comentar, mas vou-me conter), Costinha (mas quem, o guarda-redes? -_- Óbvio que não, né? Sei lá… Com cavaquinhos em Clubes de Futebol, espera-se de tudo…), Joaquim Carneiro, membro nr. 527 da AGwMDA, “Chegadinhos ao Copo”, Banda de Música de Famalicão, André Sardet, e para fechar (esta é brutal!), um Concerto de Relaxamento com Sons de Taças Tibetanas e Congos – Ana Taboada, Ana Taboada essa que já teria por esta altura actuado numa outra noite mas que eu não referi porque achei que isto merecia destaque de fim do inventário. Passando agora a uma vertente (mais) desportiva (“mais” porque a quantidade de mulherame aos pulos nos concertos, vai ser tanta, que Famalicão vai ser um pavilhão empestado de cansaço peganhento gigante!), temos o X Grande Torneio de Tiro aos Pratos “Festas Antoninas”, o Campeonato Nacional de Matraquilhos (psshh… Loucura! Só me admira a TVI não ser a televisão oficial das Festas Antoninas em Famalicão, para cobrir estes eventos desportivos ao rubro! Lisboa é que nos oculta. Pensa que por ter mais bairros é melhor que nós! Pfff…), XIII Raid Antoninas, Taça de Portugal Alex Ryu Jitsu, 19º Grande Prémio de Ciclismo (não percebo mesmo porque Famalicão não é a capital mundial do desporto…), 14ª Corrida de Galgos (isso, e porque alguns têm direito a numeração romana e outros ficam-se pela árabe…), Caminhada Camiliana – “De Antas a Seide” (ai, são p’aí uns bons… Vejamos… Mas assim, à vontade, 5 km…), Desfile de Automóveis Antigos e Clássicos (“Circuito da Boavista” xD fracos…), Fogueiras de Santo António (é porque não é desporto… Bêbados como eles já estão à hora a que as fogueiras são acesas, a ver se não é radical (tentar) saltá-las!), e agora vou ser mazinha e acrescentar a distribuição do Pão de Santo António, altura essa em volta o mulherame à acção, num misto de luta-livre, vale-tudo, salto em altura, e palavrão ao jeito do futebol, para se aprochegar ao dito Pão.
Convencidos? Esta é ou não a melhor Festa Popular do Portugal inteiro? É pois...





