sábado, 24 de dezembro de 2011

24 de Dezembro

A gerência deste blog vem por este meio -porque é o que faz mais sentido, porque podia muito bem enviar-vos postais, mas não sei onde vocês todos, que são para cima de muitos milhões, moram; podiam enviar-vos SMS's, mas não sei os vossos números; podia telefonar-vos, mas tinha o mesmo problema... E, além do mais, isto é um blog, internauta por definição, logo este é o meio por excelência de qualquer comunicação que se preste fazer-, deseja-vos um Feliz Natal, com mais Amor do que *Paz!*, porque esta época faz-se mais do primeiro do que do segundo, mas se for isso que vos galvaniza, amores, é como quiserdes, quem sou eu para vos privar da vossa felicidade.

Feliz Natal!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Às vezes preocupo-me comigo...

Como por exemplo agora, que tenho um tornozelo todo arranhado, do lado proximal e do lado distal (a sério que eu ia escrever "do lado de fora e do lado de dentro", mas soa tanto a ignorância e a impossibilidade física, que tive mesmo que optar por termos pomposo-olha-ela-com-a-mania-que-sabe. Peço desculpa...), com ar de ter sido maleita bem dolorosa, e eu não faço ideia de onde arranjei tal coisa...

É bom que eu não apareça aí morta a um canto, porque isto resultaria pela certa em teorias de constrições forçadas, aprisionamentos selváticos, algemas e demais apetrechos limitadores do movimento, e eu quero é a verdade acima de tudo, não fait divers a empoeirarem o olho perscrutador dos investigadores!


(que coisa mais mórbida, mulher!)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Pai Natal, seu safado!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Sentido de observação tendencioso

Passo dum cabelo com meio metro de comprimento para uma jubinha de pouco mais que qualquer coisa, ninguém dá conta.

Pela primeira vez, do alto dos meus muitos anos, uso um eyeliner. Ninguém vê, ninguém repara.

Vou jantar com quem não convivo quotidianamente, e só os ouço perguntar: "Ela come sempre assim?!" [Sim, eu sou um pequeno alarve que, vai-não-vai, não pode dar sangue por peso insuficiente...]


Estou em crer que entre uma tatuagem no meio da testa e um micrómetro de alface num incisivo, chamavam-me à atenção do segundo...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Quando abre a caça ao hipopótamo?

Vejo-vos a fazer greves, reivindicações, protestos e paralisações. Porque vos tiram os subsídios, porque vos baixam os salários, porque sobem a inflação e o IVA, porque diminuem os apoios e as pensões.

E contra a Popota, não vos vejo fazer nem dizer nada!

O Continente tinha a Leopoldina, um pássaro alto, bem-disposto, aventureiro, que despertava o gosto pela descoberta; e o Mundo Encantado dos Brinquedos, onde havia reis, princesas, dragões, porque há lutas que terão sempre que ser travadas, e porque o bem acaba sempre por vencer, havia heróis de banda-desenhada e o interesse pela leitura, havia pulos, saltos e muitos trambolhões, porque quando se é puto é-se resiliente mais do que resistente. E tudo isso, porque os brinquedos eram a nossa maior alegria.

Agora, o Continente tem uma hipopótama assente em duas patas, cor-de-rosa que mete dó, oca que nem um cano da água, porque lhe interessam purpurinas e brilhinhos, vestidos curtos e danças demasiado requebradas até para os cabarés do Moulin Rouge, fama e exuberâncias, e ninguém, NINGUÉM, pais, avós, associações pelo interesse das crianças e da preservação da inocência e da infância, se insurge contra isso!

A minha infância encheu-se de Betadine nos joelhos e de detergente para as bolas de sabão. Agora, de cada vez que vejo uma miúda com botas até ao joelho, pulseiras achincalhadoras e vontades de pintar olhos, unhas e lábios, só me apetece chorar. Por ela, porque vai haver um dia em que vai ser grande, e não vai saber o que foi ser pequena. Vai haver um dia em que não vai sentir que cresceu, e não vai poder voltar às reminiscências e memórias do passado. Vai haver um dia em que vai ter filhos, e não vai saber deixá-los andar, e sujarem a roupa, e esfolarem os joelhos, e abrirem sobrolhos em piruetas destrambelhadas [caso real], não vai saber deixá-los crescer e aprender as coisas mais importantes.

Sinto que estamos a passar o ponto sem retorno, e ninguém quer saber. Digo muitas vezes que tempos difíceis, viveu a minha avó, que teve 10 filhos e passou uma Guerra Mundial, com alimentos contados e senhas para os ir levantar, e teve que fazer 4 deles fugir à socapa do país para não irem para o Ultramar, e conseguiu criá-los a todos, e nenhum se queixa da sua infância (antes pelo contrário), e o quanto é delicioso ouvi-los falar desses tempos!

A maior crise que se vive agora não passa pelo défice nem pela periclitância do Euro. A maior crise dos dias que correm, é a crise de valores. Pior do que valer tudo, agora valem coisas que eu tenho por execráveis. Veja-se o exemplo da Popota...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ai a minha memória...

De onde é que eu conheço isto?!




Ah, já sei!!! Do plágio que a Optimus fez! Boa... A fazer de nós parvos...

Para quem precisa dos consumidores, abusas de car*lho...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Raquel: a ser hipster muito antes disso ser moda


Amores, o livro que vocês estão a ler, fui eu que o escrevi...

domingo, 27 de novembro de 2011

OK, esta é mesmo gira!

E diz-me assim o álcool: "Já sei! Pega no telemóvel! Que mal poderá daí advir?!"

Ai, bom-senso, bom-senso, que és tão fraco...

sábado, 26 de novembro de 2011

No Bar Académico aqui na terrinha


"Jantar anti-crise

€10

Bebe para esquecer"


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Na nossa cidade, a melhor Faculdade/ É Ciências, com certeza

Sair às 19h30 da faculdade é chato.
É noite escura; as horas do dia acumuladas até então, fazem deles dias estupidamente longos; chega a ser pior quando a produtividade está ali, toda oferecida, a roçar-se no zero; implica jantar tarde.
Mas tem, no entanto, o brilho da lua, ainda mais incrível quando, todo pujante, se lança de encontro a janelas espelhadas, em momentos fotográficos inesquecíveis; tem o frio gélido na cara que nos faz sentir vivos; tem uma cidade lambida pelos tons de amarelo dos candeeiros.

Mas melhor, muito melhor do que isso, é ir a passar aos Leões -aos nossos Leões, aos meus Leões-, e ouvir cantar orgulhosamente envolvida em negro e azul-bebé, a música mais arrebatadora delas todas.


Ciencito Aluno - Tuna Javardémica de Ciências


Ribomba cá dentro de tal maneira, que me continuo a arrepiar de cada vez que a ouço.
Quem sabe, talvez, se com o medo de que seja a última...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Para a próxima, vou antes ao oftalmologista

Devia ser proibido haver cabeleireiros contíguos a lojas de ferragens. É que tenho para mim que me enganei na porta! É, pelo menos, a explicação mais plausível que me surge de cada vez que me olho ao espelho.

Vale-me a parca consolação de ser uma das raríssimas miúdas que por aí andam, de cabelo curto. Parece pouco, eu sei, mas sou do contra, e gosto mesmo é de primar pela diferença. Nem que para isso (por isso?) tenha que parecer uma avestruz assustadinha...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

De volta à Fisiologia

Aula de Histofisiologia Animal. Tema: Sistema Reprodutor e Sistema Urinário (que não vai importar para o caso). Modelos à escala (em plástico... [tem prós e contras, mas não vamos entrar por aí]) para ver e desconchavar, e tudo e tudo e tudo.

Várias coisas podem acontecer numa aula do género, porque se uns de nós já cresceram (consta que os há, não sei. Para mim, é mito), outros há que, ainda que não tendo crescido, conseguem disfarçar muito bem, e mais ainda há daqueles que têm o risinho nervoso fácil, e ver o aparelho reprodutor do sexo oposto em moldes de plástico mexe-lhes com, quiçá, a própria genitália.

Parecia tudo muito calmo, quando de repente, momento de puro pânico: um jovem macho pega no seu aparelho -salvo seja-, e fica perdido sem saber onde está o testículo. O tio Freud deve ter dado 20 ou 30 cambalhotas na tumba, pois que este menino já há muito passou dos 3/ 6 anos e não explorou o suficiente. Eu própria fiquei parvinha de todo, porque até eu já estive no 8º. ou 9º. ano, e se não fosse por mais nada, só por aí já sabia, que bem sei que ensinam.

Mas aquilo lá passou (pode parecer mentira, mas a Professora foi lá para a beira dele explicar-lhe tudinho), e eis que o dito aparelho me chega às mãos. Lá deixei a minha curiosidade mexer à vontadinha, que se há coisa de que eu gosto, é do conhecimento, e sempre ouvi dizer que se vê bem melhor com a ponta dos dedos (fui parvalhona, mas a verdade é que estes modelos dão para abrir tudo e mais alguma coisa, que mais realista só mesmo se sacassemos um dito cujo ao seu dono. E ninguém quer isso...). Perdida que estava (porque às vezes perco-me, nada de particularmente excepcional devido à situação...), sinto alguém chegar-se à minha beira e por lá a quedar-se. Pensei "Raquel, deves-te estar a portar mal..." Afastei de mansinho as mãos da coisa e olhei de soslaio sobre o meu ombro. Ao meu lado estava uma jovenzita (que na semana passada, e tendo nós um protocolo que tem tanto de simples como de espectacular para se "ver" as válvulas venais, me disse horrorizada "ai, veias, não! Faz tu sozinha que eu não posso com veias!"), me pergunta "Posso ver também?" Rodei a cadeira, fiquei de frente para ela e disse-lhe: "Primeiro, não gosto de partilhar; segundo, OLHA QUE ISSO TEM UMA VEIA MUITO GRANDE!!! Vê lá que ela não te faça mal..." Pus-me a andar dali para fora, porque se é verdade que sou egoísta, não é menos verdade que a Professora já me tinha assustado o suficiente quando explicou toda incompreensivelmente excitada que dos milhões (milhões!) de oócitos que temos no nosso 4º./ 5º. mês de vida intra-uterina, restam-nos umas poucas centenas (poucas!) até à menopausa, e o relógio começou a tique-taquear, e eu estava ali num momento íntimo, circunspecto, a explorar a coisa, e há alturas em que uma gaja não deve ser importunada, sob pena de reagir mal, ora pois claro.

De ressalvar também, foi o interesse demonstrado pela classe XY no número 3 do modelo feminino que não era nada mais nada menos que o clítoris. Folgo em saber que todos tomaram nota da coisa e que os meninos da minha turma estão a fazer-se homens à séria e que acontecendo que não se saiba onde é o testículo, já não se perde tudo!
O ponto G, é que não vinha indicado. Mas também, deixemos qualquer coisa para trabalho de casa, a Faculdade não é a Escola Primária, a papinha não vem toda feita. Sejam cientistas, investiguem!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

La Cucaracha

Existe agora (ou se não é de agora, só agora é que dela tomei conhecimento...) uma nova técnica de amplificação de cópias de DNA a partir de uma quantidade minúscula (e quando digo "minúscula", é mesmo minúscula, na ordem das 0,000000001 g (a ver se não me enganei nos zeros...)) de material biológico (muito útil, por exemplo, na Biologia Forense), chamada "Low Copy Number".

E de cada vez que ouço alguém referir-se a ela, na minha mente desenha-se isto:


Loco Pi Number!!!


E, tem dias, em que chega a ser um estado irreversível...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Sugestão de apresentação


A sério, Pingo Doce?

Quando se abre a garrafa, a água não cai cristalina e límpida, percorrendo rochedos cobertos de musgos e afins, recortados numa paisagem verde, fresca e luxuriante?

Mas podemos, no entanto, abri-la, e seguindo a sugestão, ir ao limite de um precipício e deixar a água correr, fazendo nós mesmos uma pequena cascata?

A sério, Pingo Doce?!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Na FCUP é possível! V

Na FCUP é possível o alarme de incêndio desatar a tocar -não, a berrar!-, e a vida continuar , normalíssima como até então, "nada de mais, só um alarme a tocar -não, a berrar!-, ele eventualmente há-de parar"...

...E começar a cheirar a queimado uma hora depois...


Detectores de incêndio na FCUP: não é preciso fumo para haver fogo.



Voltei, voltei
Voltei de lá
Ainda ontem estava em França,
E agora já estou cá!

Mentira. Não estive em França ontem coisíssima nenhuma. Mas qual melhor altura para citar Dino Meira, que não depois de um interregno de para cima de muitos dias, aqui no blog? Nenhuma, pois!