quinta-feira, 7 de julho de 2011

E a Raquel tem razão ou tem razão?

Tem razão, pois claro! E é ver os energúmenos todos a darem-ma!

No funeral de Maria José Nogueira Pinto, uma única palma! Para uma mulher que, agora sim, se esforçou por fazer algo para e pelo País.

E uma mulher que "sabia que o senhor sabia que ela sabia que o senhor sabia"! E o Angélico? Ah, pois, fazia lá ideia...

Imbecis...

Allez Madrid

O Fábio Coentrão disse (mais uma vez...) que só saía do Benfica se fosse para o Real Madrid.

Mas isto não é notícia nenhuma, amores. É bom senso.

A mudar, muda-se para melhor, e melhor que o SLB, não estou a ver muitos para além do Real.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ba 2

Está bom de ver que a culpa da descida do rating de Portugal para a categoria de "lixo" é dos quartéis da GNR.

Porcos.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

"Mas afinal, nós somos médicos ou somos biólogos?" (*)

Duas horas de cama, uma de sono efectivo. Uma hiperactividade como só uma hora de sono pode proporcionar -incompreensível, portanto-, tira-me da cama, trata de mim, serve-me o pequeno-almoço, veste-me e ainda dá uma vista de olhos àquele mal-fadado esquema que não há meio de entrar no entendimento. Leva-me à estação, compra-me o bilhete -espero que tenha conferido o troco-, e enquanto me sento à espera do comboio, desassossega-se em pressas desnecessárias e incompatíveis com os horários da CP: "e o comboio não vem?", "por acaso ainda é cedo". "E está a chegar tanta gente!", "de pé não vou, nem que tenha que entrar de cotovelos em riste, a distribuir bordoadas a torto e a direito!", "lá p'ó c@ralho com as máquinas de validação e a obrigatoriedade de o fazer de cada vez que se entra no comboio!", "ainda não chegou? A senhora com voz robótica já o anunciou!", "vamos então, vamos, vamos!", "tanta gente, pá! E palha no ninho, ninguém tem, ninguém quer?". Alapou-se muito quietinha no primeiro banco que viu, e foi sossegada o caminho todo enquanto, contrariamente ao meu costume, eu ia passando os olhos por aquele mal-fadado esquema que não há meio de entrar no entendimento, só para ver se a cola de estudante é mesmo boa.

Chegada à faculdade, espevita-se logo toda, atiro-lhe com chiclets para ver se se acalma, "não aparece Prof. nenhum? Queres ver que vai ser como daquela vez em que alguém vai ter que os ir arrancar ao bar? Ai, o exame era agora? Não, nós só viemos para a faculdade porque o Magalhães Lemos só abre às 10h..."
Entre considerações sem despropósito mas com muito desprimor, lá chega a Prof., *chok chok chok* a porta não abre, *chok chok chok* se calhar a chave não é esta, *chok chok chok* enquanto alguém lhe pergunta se quer ajuda a abrir a porta, eu travo a minha incoerência matinal de perguntar se ela quer que segure nos exames, que vai-não-vai ainda é isso que não está a contribuir para o sucesso daquela empreitada, chama o outro Prof., vai pelo outro lado, por dentro também não abre, "ora se calhar então entramos todos por ali", siga todos para ali, tudo sentado, exame à frente, *zau zau zau*, Raquel aniquila pergunta atrás de pergunta e BAM! um crânio e 15, QUINZE estruturas a nomear.

Sabe o que lhe digo Professor Doutor, a ver pelo meu, só há duas estruturas: um grande melão e um corno que me está a nascer no meio da testa típico, aliás, dos meus 15 anos "que crescida que ela está!"

Isto é só estrebuchismo a pedir atenção, que das 15 sabia para cima de metade, para as que não sabia arranjei nomes muito lindos, e a duas delas chamei o mesmo porque assim é garantido que uma esteja certa.

Pior mesmo, foram a omoplata, o fémur e a vértebra (desgraçada esta que quase não lhe chegava o tamanho reduzidérrimo que tem, para tantos números e nomes), que é por estas e por outras que eu vou querer doar o meu corpo à Ciência quando a Ciência de mim deixar de fazer parte, para a minha anatomia desgraçar mais uns quantos, que isto não fica assim! Ninguém se fica a rir de mim.

Só por cima do meu cadáver!

(*)Havia um jovem que dizia esta frase, não sei muito bem porquê nem em que contexto, mas é uma frase que transpira este post a cada sílaba, encaixa aqui como já vi luvas a não encaixar tão bem em mãos! E ele não é do tempo da Física dos Processos Biológicos, em que tudo o que é articulação (e oh!, que nós articulamos tudo e mais alguma coisa!) tinha que estar sabido!

domingo, 3 de julho de 2011

E a Pré-História ali tão perto...

Sentimo-nos velhos quando uma catraia de 4 anos sai da cozinha a correr para a mãe num estado de quase-pânico e lhe diz: "Mãe! A tia está a cozinhar com lume!"

Já não gostava de fogões eléctricos e placas térmicas e vitrocerâmicas e demais picuísses do género.
Cada vez menos...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Vêem-se Gregos

E no meio de tudo o que se passa na Grécia, dou por mim a ter pena dos polícias, que talvez até concordem com as manifestações, que talvez até o que mais quereriam era poder insurgir-se também e gritar todo o seu desespero e descontentamento e passar para o outro lado da barricada, mas têm que estar de pedra e cal a defender o Estado, a defender os homens que os puseram naquela situação. E qualquer atitude mais brusca, provocada pela gota que saltou em estado de ebulição, que o copo há muito deve estar cheio, são logo alvos de "inquéritos à sua actuação" por quem não vê que a corda não é só bamba, mas sim fina e simples demais para quem tem que se forçar a estar do lado mais cruel por ela delimitado.

Agência Reuters

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Momento de estupefacção nr. 2

Puta que pariu, que até me obrigam a falar mal! Então agora bate-se palmas a toda a gente que teve os seus 15 minutos de fama, quando morre?

O moço morreu porque foi inconsciente, inconsequente, imprudente, temerário, com ele morreu mais um jovem e outra está muito mal! Não morreu vítima de um acto de terrorismo cobarde, não morreu vítima de uma doença maldita! Pode-se sentir pena pelo sofrimento de famílias e amigos, mas dele, não!

Se fosse o filho da vizinha a ter um acidente de automóvel em excesso de velocidade a meio da madrugada, jesus, do que o apelidavam! A ele, à mãe dele, quiçá ao pai e até ao periquito! Nem que culpa tivesse sido do eixo traseiro! Era ele que ia a conduzir, não era? Mais uma descascadela na tia, na prima e no cão. Mas se o menino apareceu na TV e cantava e tinha dois palmos de cara, "ai, coitadinho"!

Palmas?! A sério?! Ele tinha 28 anos, completou-vos assim tanto a vida, deixou obra feita em prol de algum bem maior?
Ganhem juízo nessas cabecinhas, que muita falta vos faz, e eu escusava de ver destas coisas que me tiram do sério, evitavelmente.

Se fosse o funeral dum primo afastado (e, oh que simpática que estou a ser com o adjectivo!), "ai não vou! Nem o conhecia assim tão bem, e 'tá um dia de praia tão bom, ainda por cima... O tanas é que me apanham na torreira do cemitério à espera dum morto!"
"Ai, mas foi tão lindo!" Tão lindo, uma ova! Que aquilo não é espectáculo nenhum, há gente a sofrer. A bom sofrer!

Cambada de gente estúpida, pá! Nestas alturas até tenho vergonha, e nem é nada comigo...

[Quando vier a Primavera,]



Eu é que já decidi que não vou morrer senão, queria este poema lido no meu funeral!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Olh'ó Bairro Norte como é lindo!

E nem precisava da barraquinha das caipirinhas; e nem precisava da cachaça que sabia mesmo mesmo a Bacardi que até parecia mesmo mesmo Bacardi, e de palhinhas entupidas "'tá bem que brilha, mas está entupida!"; e nem precisava da turma da Xuxa, porque havia um cinquentão (porque não sei escrever sexagenário a terminar em "-então") que cantava a turma da Chuca; e nem precisava de música gravada em CD's riscados ou computadores cansados, que ainda se continua a perguntar "Quem deixou os cães sair" e tudo ladra e ninguém quer saber; e nem precisava de motas estacionadas dentro de casa; e nem precisava da quantidade de putos com garrafas na mão (disto NÃO precisava mesmo!); e nem precisamos de saber dançar bailarico, que já nos basta as vergonhas de o fazer no meio da rua e de casais com idades para serem nossos avós; e nem precisava daquela matulona, que mulheres daquele tamanho metem-me medo; e nem precisava de se dizer "Vamos jeitosas" quando é a rusga infantil a actuar, e muito menos de se dizer "Peitos p'ra fora, mulheres!" quando já são as moças roliças que estão no palco e "ai que eu estou perdido no meio delas!!!", é favor tirarem o homem dali e dar-lhe água com açúcar antes que ele acabe a noite numa cela; e nem precisava de churros e farturas e pipocas e cheiros doces, porque tem as sardinhas a assar na rua, tem as mesas postas no passeio, tem as garagens abertas com música alegre a dissolver-se no ar quente que o São Pedro guardou para a sua noite, tem o azul e amarelo para onde quer que se olhe, tem o amor daquela gente que grita pela sua paixão até altas horas da madrugada, que mima o santo com fogo e festa aos seus pés, que desde que eu me lembro, e que era assim pequenina, que o santo tem o seu lugar cativo na ponta da rua, como que posto lá para lhe mostrarem, lhe dizerem: "olha Pedro, isto é tudo para ti!".

"Não há na Póvoa coisa mais linda, mais bela!"

terça-feira, 28 de junho de 2011

Humor Negro (mas daquele negro-Raquel-devias-ter-vergonha-!) II

É de mim, ou o acidente do Angélico ter sido numa altura em que as canucas estão de férias, é uma coincidência muito grande?

Ai, mas que conveniente, tudo com tempo de sobra para se perfilar à porta do hospital!

Ai se os Americanos me descobrem!!! - parte V, ou Será mesmo culpa do clima?

Somos de novo atacados por bafos de calor insuportáveis. O corpo ressente-se, faz-nos perder o juízo, não há nada que lhe regule a homeostasia e nos acalme a impaciência.

Foi acontecendo por vezes que, em momentos que nada o fizessem prever -como sendo, por exemplo, noites de Inverno ou ventosos passeios à beira-mar-, a senhora minha mãe toda esbaforida lançasse um despropositado "Está calor, não está?!". Não estava. Estavam é as hormonas todas desgovernadas que, chegadas a certas idades e alturas da vida, o Outono feminino descontrola tudo, desde os humores ao termostato.

Depois de muitos anos enjauladas por (de)mentes e ideias masculinas, habituadas por força das circunstâncias a suportar tudo sozinhas, as mulheres de hoje em dia já não são o que eram antes, e insurgem-se sempre que lhes apetece sem ter que dar satisfações a ninguém.

Tenho, para mim, que todo o calor que por vezes nos assola, nos deixa a todos, homens e mulheres, desesperados e pegajosos, não é pois mais que uma insurreição de todas as mulheres que se vendo chegar à menopausa, conspiram contra quem está de fora, subornam os meteorologistas para que estes digam que são "frentes baixas" ou "frentes quentes" ou "anti-ciclones" que causam este estado do tempo, e arranjaram maneira de nos fazer passar a todos o que não conseguimos compreender quando a elas e só a elas sucede. Como? ainda não percebi, mas estou de olho nelas!

Se não, vejamos, havia calores insuportáveis há 70 anos atrás? Não.
E as mulheres podiam, sequer, bocejar sem levar dois tabefes de mão fechada? Não!
Agora está calor e as mulheres estão saídas da casca!
Se A implica B e B implica C, A implica C!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Pictionnary

Foi uma sorte, uma sorte!, eu ser desta civilização e não de outra qualquer que habitou a Terra há 10 000 anos. Com o (inexistente) jeito que eu tenho para o desenho, ia ser um problema, que por esta altura ainda andava tudo quanto é arqueólogo às aranhas por não conseguir descortinar que animais caçávamos, de quais fugíamos e quem ou o que idolatrávamos.

Uma sorte!

domingo, 26 de junho de 2011

Momento de estupefacção


A SÉRIO QUE AINDA HÁ GENTE QUE ANDA DE CARRO SEM PÔR O CINTO DE SEGURANÇA?!

sábado, 25 de junho de 2011

Wushu

Raquel, a miúda que para ser um hipopótamo bailarino numa loja de porcelanas só lhe falta o tutu, foi fazer Tai Chi...

Tenho tanto jeito para aquilo como para a Física Quântica, mas gostei. O parque, a relva, as árvores, os passarinhos a pipilar, uma brisa simpática... Para o próximo mês, estou lá outra vez! Aliás, fiquei de tal forma fã, que até me mandarem embora ou mudarem o local sem avisarem, hei-de ir sempre!

Sou uma mulher muito mais calma. Já não fico esbaforida ao dizê-lo... E mais!, não me tentem atacar com o braço direito, que eu sou bem capaz de aplicar o que aprendi, e ainda me magoo antes de me magoarem a mim!

Estupidamente descoordenada? Eu?! Nã!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Não se esqueçam da escova de dentes!

Toda a gente conhece aquele provérbio que diz "Em dias de S. João vai tratar da dentição". Quem não conhece, é porque nunca precisou de arranjar mnemónicas para ter em ordem os seus check-up's anuais nas mais diversas especialidades.

Este é, então e por excelência, um dos dias do ano por que mais anseio. Não sei se sabem ou se ainda se lembram, mas eu nutro uma paixão avassaladora pelo meu estomatologista -porque somos chiques e não há cá "dentista" para ninguém!- É uma coisa tão intensa que, se eu não odiasse tanto a boca a saber a papel pautado reciclado, comia chocolates e trincava rebuçados sem lavar os dentes a seguir antes de ir para a cama, só para a bicharada poder prosperar durante a noite no quentinho bem-bom, e eu ter que ir mais regularmente visitar o homem que me faz abrir a boca mais por admiração que por obrigação. Eu até sou utilizadora assídua de fio-dental (nos dentes) só para, de cada vez que ele me pergunta se eu uso, dizer-lhe que sim e piscar-lhe o olho atrevidamente. Convenhamos, o homem até tem que pôr o aspiradorzinho de saliva na minha boca de cada vez que fala comigo só para que a baba que o meu assombro gera, não lhe encharcar o consultório!
E eu conto isto a um grupo restritíssimo de pessoas, não só porque poucos me lêem mas, e principalmente, porque poucos sabem quem sou e quem é o meu dentis... perdão, estomatologista. Logo, não há perigos de maior porque quem não deve nunca o saberá. Somos os dois extremamente felizes, mas é no meu mundo e nele só entra quem eu quero e deixo.

Agora imagine-se que algo do que ali explanei entrava em segredo de justiça. Ficava-se logo a saber! E podia ser muito mal interpretado, e o senhor ainda arranjava problemas na clínica, com a senhora que não sei se tem, enfim, tudo por aí abaixo e era um ver-se-te-havias. É que, no fundinho fundinho, são as questões dentárias que me levam ao consultório.

No final das questões dentárias, dez-me ele para "bochechar muito e muitas vezes" com a água que tem no copinho de plástico. Sim senhor, *chuk chuk chuk chuk*, limpa a beicinha ao guardanapo, afiambro-me para tirar o babete e eis que sou travada pela partner que aparece sempre quando é precisa, vinda não-se-sabe-de-onde: "Espera, espera!"
Pára tudo! Que não se pode mexer nas pinças de metal que seguram o babete, que a senhora empertiga-se toda!
Nada mais errado.
Continua ela, enquanto molha a pontinha do guardanapo em água: "...É que tens aqui pasta no lábio. E não convém que vais lá para fora com bocadinhos brancos aqui", e manda-me um sorriso daqueles, que até eu, quantas vezes, escondi por não ser próprio!
Tu queres ver que a mulher para além de surgir por geração espontânea, ainda lê pensamentos? Tu queres ver que ela também é fã do homenzarrão que é o dentis... perdão, estomatologista? AII AI A SAFADA!, tu queres ver que ela e o senhor doutor coiso e tal e agora vêm para cima de mim com "ai se sais daqui assim, o que vão pensar, o que vai ser de nós, ai ai ai, ai ai ai?!"

Lá prestável a senhora é, isso ninguém lhe tira. Que lá me limpou o lábio qual prata a ser lustrada e me tirou o babete. Mas a pulga atrás da orelha, cá ficou, até porque quando estava a pagar, o sô tôr passou umas impacientes quatro vezes para lhe dizer que se ia embora. Safados pá... Já não há gente séria.